domingo, 27 de dezembro de 2009

Mar, o infinito

Aquela brisa carregada
Me trazia do mar ao meu olfato
O calor da luz refletida
Na folha branca leva ao fato
Da iminência da minha vinda
Ao encontro dessa minha fonte
Minha praia, mostra sua quebrada
Suas histórias quero que conte

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Fim, começo, sei lá

Corri por ser um bêbedo
Me molhei na chuva
Sou água, sou água
Correrei novamente
Escrevo de alívio
Amanhã vou embora
Elas têm meu amor
De novo deixei levar
Mas não a verei
Aproveito a chance
De ver o que esteve
Apartado de mim

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pra sempre...

Com quantas lágrimas se acena com o silêncio de um adeus?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Hora da despedida

Já te disse!

Já não te amo...
Talvez nunca tenha amado
Só sentido
Uma louca paixão

Não me lembre
Que te impedi de viver
Pois não tenho forças
Para negar, foi verdade

Perdi lembranças
Me desculpe
Não digo em voz
Digo mudo, só te escrevo

Sua voz
Nunca foi minha sina
Seu olhar
Nunca meu desejo

Perco o costume
De te ver aqui
Ao lado
Perco os teus beijos

Suma daqui!

Viva feliz!

Esqueça de mim!

Não...
Não me deixe acreditar
Que o erro foi seu
Que você que não soube me amar

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O que nos restaria

No meio do caminho
Nem no passado
Nem no futuro
Me sinto

Saudades que eu sinto
Do que já foi
Falta daquilo
Que ainda será

Sinto saudades tuas
Saudades de você
Sentindo saudade
De mim

Sinto saudade
De vez em quando
De ter saudade

domingo, 16 de agosto de 2009

Só para constar.

Batem na porta. Mas é só uma imagem. A porta é aberta. Signo e significado. Duas pessoas se cumprimentam. Reações em cadeia.

Basta um olhar pra entender o que se diz. Orgulho diretamente ligado a flagelação da sociedade. E o que dizer da mente ociosa, se não que ela trabalha incessantemente? Isso que dá vida as coisas. Isso é o que dá prazer. Não posso nem espero encontrar alguma forma alternativa para resolver as questões que cabem a mim. Tudo de que preciso é paz e sono. Por toda a existência temos essa esperança, feito uns tolos, uns arquétipos, caricaturas do que realmente somos. Para passar uma imagem que desejo, devo teatralizar, no contexto da situação, mas exageradamente. Sempre é em excesso. Até a calma é excessiva. Perto do que somos, o que nos mostramos é um tufão. Uma onda gigantesca daquilo que se esconde, por não termos medida de o quanto precisamos aumentar para que seja notado e qualificado como aquilo que desejávamos mostrar.

A história continua como um filme, porque é um filme, uma história. O espectador é personagem, é diretor, é figurinista... Passo aqui pra deixar essa informação: Somos tudo aquilo que estamos dispostos a externar. Tudo aquilo que aparenta. Tudo que não parecemos, não somos. Podo flores para um dia me alegrar com a tristeza da realidade aparente. Vamos descobrir as histórias do acaso, tudo o que está omisso tem de ser descoberto.

O mais confuso e aleatório possível, aquele que vos fala.

Do entardecer...

Do entardecer...

Ao amanhecer

Ao amanhecer