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sexta-feira, 11 de maio de 2012

EU


Eu

Que aprendi a comer e engordar
A crescer e trabalhar
A ser chefe, mandar na família
A pedir o mesmo corte de cabelo
A sentar nos domingos e ler jornal

Sou presunçoso, mandão
Autoritário pai de família
Comedor de porco com feijão
Leitor da coluna de esportes

Passo tudo a meu filho
Que pára e observa
Que vê algo diferente
Mas chamo atenção no mesmo instante

Porque?
Ele tem que comer e engordar
Crescer e trabalhar
...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Não Adianta (Zeca Baleiro)

Não adianta,
Não adianta nada ver a banda,
Tocando “A Banda” em frente da varanda,
Não adianta o mar,
E nem a sua dor.

Não adianta,
Não adianta o bonde, a esperança,
E nem voltar um dia a ser criança,
O sonho acabou,
E o que adiantou?

Não tenho pressa,
Mas tenho um preço,
E todos tem um preço,
E tenho um canto,
Um velho endereço,
O resto é com vocês,
O resto não tem vez.

O que importa,
É que já não me importa, o que importa,
É que ninguém bateu em minha porta,
É que ninguém morreu,
ninguém morreu por mim.

Não quero nada,
Não deixo nada, que não tenho nada,
Só tenho o que me falta e o que me basta,
No mais é ficar só,
Eu quero ficar só.

Não adianta,
Não adianta o que não adianta,
Não é preciso, que não é preciso,
Então pra que chorar?
Então pra que chorar?

Quem está no fogo, está pra se queimar,
Então pra que chorar?

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Revelada

Tom: G
G D Am C7
G D Am F F#

G                         D
Caminhando nas pedras
Am                      C
Meus pés encontraram a meta
G                       D
Sem a alma e o coração
Am               F      F#
Não iria dar tantos passos
G                    D
Tombos na escada só leva
Am                          C
Quem não sabe contar os degraus
G                      D
Tem que se deixar sempre aberta
Am                              F        F#
A porta de onde a luz vem pra me guiar

G     D              Am             F
Pois todo o tempo a correr
     C                                         C7
Devora as pegadas que acabei de deixar
G  D             Am                 F
E onde as mãos estão a ver
C                                  F               F#
Vai se descobrindo das cortinas da escuridão
G   D            Am  F
Se for possível irei voltar
     C                               C7
Te levo aonde for, te deixo sonhar
G   D               C              Am
Eu tenho que ver pra poder crer
          C7M       Em/B              Am F F# G
Se revele, se mostre, por favor

domingo, 16 de janeiro de 2011

Eu sempre quis fazer
Um som diferente
Com notas marcantes
E um ar de inteligente
Mas idéias boas
Há muito tempo não tenho
Escolho palavras
Por não ter lenha
Pra colocar
No fogo que me falta
Pra me fazer feliz
Pois o sentido
Sempre tá em falta
O que é que eu sempre quis?
Eu não sei

Eu me sinto vazio por dentro
Me falta um sentimento
É de noite que o medo vem
Quero meu lar, eu quero paz
E ver a vida se levar pra frente
Oportunidade pra quem faz
Faz a chance de mudar
Mas espero estar
É o vazio que é triste
A idéia vai, aonde o corpo não vai
A vida brinca a letra voa
Eu perco o fio e ela cai.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Poema do ano

E quando tudo era perfeito
Ou quando tudo era errado
Quando éramos iguais
Ou estávamos despreparados
Se eu tinha tudo em mãos
era às vezes desperdiçado
Mas não se deixe permitir
Porque tudo pode estar parado

Esqueço o que a dor é
Qual seria sua tormenta
Sua forma de prazer
Sua água benta
Quantos fazem o amor parar
e quem a própria dor arrebenta
pode ser que um dia acabe
Ou pelo menos é o que se tenta

Sabe o odor do ofício?
O cheiro de mesmo
O cheiro do vício?
Pois é o que me corrói aqui
Mas enfim, o que me faz seguir
Tolerância em dobro não é virtude
Antes é preguiça
Minhas areias-movediças

Soro de hospital
Sonho de natal
Vésperas de ano novo
Meu fígado é de um corvo
Sério e sem graça
Digo, desgraça
Porque não há mal nenhum
No fim de tudo, sem motivos não rimar

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Surto à Sós

Quem não vir a porta aberta
Ou os que vão ver pela fresta
Só enxergar o vão da porta
Ter visão em vão, morta
Não viver a vida alheia
Nem vazia, nem cheia

Posso lhe contar estórias
Ou andar por outras bandas
Mas não penso em desistir agora
Pois negar o que foi dado
E enganar, viciar os dados
Só consigo me entender, mas sem me explicar
Quero uma vida boa, ficar a toa
Estando sempre aberto e na proa
Não sai nada do vinil antigo
Mesmo o som, um bom amigo
Nada... que de enorme oco
Ecoa

Não terei você pra sempre
Me agradando e dizendo suas loucuras
Perdi a flor que carregava na lapela
Mais fácil era levar uma pedra
Sem descoser o algodão
E as velas de um navio a desembarcar
Partem da bonança
De uma vida sem lembrança

Bebo eu e meus amigos
Para deles me afastar
Pois os livros são inimigos
Daqueles que não posso gostar
As palavras que estão dispostas
São pra quem quiser viajar

Antigas Palavras II

APOSTA

Eu já cobri sua aposta e aumentei com tudo meu
Você cobriu sem aumentar, só pra ver antes do que eu
Com humildade eu abaixei a minha mão com um par de reis
Já te mostrei as minhas mangas, não há cartas, não roubei
Parece até ser humilhante, um par em uma mão tão grande
Mas digo que na vida o simples é o mais importante

...

BUSCAS

Procure o seu ideal
Cada um com o seu
Cada qual
Todos são guias de si
Porque o que você quer
Não se pode inibir

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Moça-fel

Muito bem escovado
Acho que não o cabelo
Mas o sorriso acordado

Era a sua capacidade de ir
Ao trabalho ou à faculdade
Ou a todos os seus encontros
Procurando o ponto fraco dos outros

Sua saída era a contramão
Só que os gestos de suas mãos inglesas
Oprimiam com um não

Sem ter pra onde ir
Nem ninguém pra lhe perdoar
Mais fácil era sorrir
Na hora que fosse pra se chorar

Dia inteiro sem comer
Uma barra de cereais seria um prazer
Vaidade que destrói por dentro
Mostrando por fora um falso monumento

Muito bem escovados
Acho que não os seus dentes
Mas seus cabelos cansados

domingo, 24 de outubro de 2010

Olhos de Criança

Toda criação
Não tem sabor, nem pão
Toda semelhança
Corre com jeito de criança
Toda humilhação
É amenizada com esperança de paz
Toda tristeza
Se mostra na beleza do olhar

Parto do princípio
Que a sua voz é o precipício
Tento redobrar a atenção
Desde o início
Busco esse escuro
De tão puro está tão claro
Sem reincidência, sem clemência
Eu nem reparo

Venha querida
Ver minhas feridas
Lamba meus traços
Meus rastros, meus bêbados passos
Sinta que o olhar
Não pode falar quando quer guardar
Essa alma fechada está
E você não poderá entrar

Toda certeza dessa criação
Toda certeza que eu digo não
Esqueça tudo que eu falo
Tudo que eu digo, esqueça
Só venha me abraçar
Com essa sua doce presença
Seus cabelos a balançar
Com o vento
Que te acaricia

De uma simples canção
Eu sinto o ar, sinto o mar
Sento num coração
Devagar, sem pensar
Toco a beleza, toco a pureza
Perco a tristeza do olhar
Sinto estranheza
Pois não é o meu lugar
Mais uma vez estando aqui
Vou me mudar

Pra sempre vou estar aqui
Eu sempre estarei a procurar
E tento uma chance
De um romance
Vamos dar as mãos
E vamos devagar
Vamos correr, vamos dançar
Pego o seu olhar
E boto nas estrelas
De uma noite sem luar


Sinto que não está tão presa
Em ti, aqui, quanto deveria estar
Mas é a cabeça que não deixa
Que não nega aquele olhar
Passo toda situação
Sinto que você quer um não
Busco na tristeza do olhar
Uma semelhança
Com o passado similar
Ao de uma criança

Toco no seu olhar
Ponho no seu altar
E vejo a planta crescer
E dar frutos pra tudo recomeçar

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Antigas Palavras

Nasce um falso dia bom
Pra esconder a cor do som
Já tão alto
É a mesma cor do pão
Sua base é a mão
Do pacato

Sou só um guardião
Do terror
Como seria bom
Compartilhar a dor

 - - -

Acorda coração
Que já não é mais verão
Estamos no cordão
Da inexatidão

Pois temo que essa vida
Não possa nunca mais ser revivida
E que cada passo dado
Eternamente se torne passado

Venho de coração
A apertar sua mão
Mas sinto que na sua paz
Esteja escrito "jaz"

 - - -

Vidas infelizes são vividas
Sonhos são passados para os filhos e netos
O dia nasce e a parede continua erguida
Todos se conhecem sem nenhum afeto
Não há cumprimentos numa van lotada
Mas escolho uma saudação para o celular
A preocupação em fazer hora extra
Mata o bem do filho, envenena o lar

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Torturas II

Queria ser teu poeta, tua alma
Seria tudo, perdido no espaço

Sonho você e sossego
Pois a volta que dão
Seus braços em mim
Me fazem parar e pensar
O que mais falta aqui
E não falta
Como posso sair?

O louco aqui sou eu:
Quem se embrenha
Na mata fechada
Quem gosta do gosto do perigo
Se perde em desejos, em beijos
Quem não se importa
Pois o importante é viver
Dar a cara a tapa e gostar

Mas a ferida que eu lambia para cicatrizar
Agora eu mordo pra ver sangrar
Sinto esse gosto de sangue
Essa tontura, esse transe
transeunte do espaço
Voltam as rimas num laço
Temo o que adoro
Enquanto rio, choro

Então eu digo: vá
Mas não tenha medo
De um dia querer voltar

...
Enquanto eu lhe digo eu te amo
Você que chama a mim de meu amor
Quem é aquele que está se enganando
Qual desses dois que já esqueceu da dor?

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sua Estupidez (Roberto Carlos... mas ouça na voz da Gal Costa)

Meu bem
Meu bem

Você tem que acreditar em mim
Ninguém pode destruir assim
Um grande amor
Näo dê ouvidos à maldade alheia
E creia
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo

Meu bem
Meu bem
Use a inteligência uma vez só
Quantos idiotas vivem só
Sem ter amor
E você vai ficar também sozinha
E eu sei porque
Sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo

Quantas vezes eu tentei falar
Que no mundo não há mais lugar
Prá quem toma decisões na vida sem pensar
Conte ao menos até três
Se precisar conte outra vez
Mas pense outra vez

Meu bem
Meu bem
Meu bem
Eu te amo

Meu bem
Meu bem
Sua incompreensão já é demais
Nunca vi alguém tão incapaz
De compreender
Que o meu amor é bem maior que tudo
Que existe

Mas sua estupidez não lhe deixa ver
Que eu te amo

Torturas

Estava caindo
Tão pequeno em mim
Não me esqueço, só canso demais
Tomei comprimidos, cuidados e sustos
Tomei de assalto e tomei conta
Estava sempre alerta

Estava tão só e parado
Que o mundo estagnado corria
E o eterno não parava um segundo
Caçava o que ainda poderia ser
O meu mundo
E não perdia a chance de me iludir

Parei de sonhar
Quero aquilo perdido entre os dedos
Sem motivo aparente
E sem dó
Cada dia está como deveria estar
E como eu deveria estar?
O pássaro vermelho
Passa sobre mim e me observa
Me quer
Mas não o deixo chegar mais perto
Porque o que serve na vida que eu vejo
É o que sempre olha por baixo

O desejo
Cega

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Carta de Amor (em verso)

"
Eu só estou cansado
De levar esse coração
Que fica cada vez mais pesado
Ao ser passado de mão em mão

Só canso de não achar o alívio
Em confiá-lo a alguém
Que o tato não seja fugidio
Que queira dele cuidar bem

A confiança que eu espero
Em não apertá-lo muito além
Do que ele aguenta, e eu quero
Uma vez mais me sentir bem"

(...também das antigas)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Terceiro Ato

Am Am C DmAmGF

Am                F
Se um dia vier
       G              E
Um dia vier a chuva
Am                F
Veja uma TV
E
Pra se saciar
Am
Faça da sua vida
G
O que bem entender
F
Tenda para o mal
      E
E o bem do bem querer

Am                C
Solte suas mãos
G                 D4
Corra pela vida
Am                     C
Mas sinta que no fim
          E                Am
Você veio a perder

Am               F
Eu já lhe falei
G                           E
Pra que não colha flores
Am                 F
Que suas desculpas
E
Não vão mais funcionar
Am
Tento com palavras
          G
Fugir dos desejos
F
Que essa fonte sua
            E
Já não pode saciar

Am                    C
Solte suas mãos
G                D4
Corra pela vida
         Am             C
Mas sinta que no fim
           E              Am
Você veio a perder


REFRÃO

Soluce, chore, entenda

Sinta orgulho, ou reprimenda

Mas você vai estar esperando

A si mesma no fim

Torture-se escrevendo

Sinta o seu peito arder

Se perca na estrada

Odeie você

Am                F
Você me falou
G                              E
Que já não tinha volta
Am                        F
Que suas paixões
E
Iriam estacionar
Am
Pois coleciono vozes
G
Que vão me dizer
F
Qual a forma que eu vejo
E
O mundo funcionar

Am                       C
Guarde suas pedras
G                   D4
Leve o seu calar
Am                 C
Solte suas mãos
G                    D4
Vida a debandar
Am                  C
Sinta que no fim
G                       D4
Você veio a perder
Am                  C
E veja que enfim
E                              Am
Tudo irá desmoronar

REFRÃO


Pois os calos dos dedos doem
E as marcas nos lábios secos
A postura se encurvou
Um caminho por entre os becos
Já que agora já não está
Abriu carnes, matou segredos
E com força torno a gritar
Com coragem enfrentei medos
Pois fui um cão a te guiar
Sinto a raiva, sinto a ternura
E como um cão pôs-me a chutar
Coração, só uma crosta dura

Pois os calos dos dedos doem
E as marcas nos lábios secos
A postura se encurvou
Um caminho por entre os becos
Pois fui um cão a te guiar
Com coragem enfrentei medos
E como um cão pôs-me a chutar
Abriu carnes, matou segredos

E com força torno a gritar
Sinto a raiva, sinto a ternura
Já que agora já não está
Coração, só uma crosta dura

domingo, 27 de dezembro de 2009

Mar, o infinito

Aquela brisa carregada
Me trazia do mar ao meu olfato
O calor da luz refletida
Na folha branca leva ao fato
Da iminência da minha vinda
Ao encontro dessa minha fonte
Minha praia, mostra sua quebrada
Suas histórias quero que conte

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Fim, começo, sei lá

Corri por ser um bêbedo
Me molhei na chuva
Sou água, sou água
Correrei novamente
Escrevo de alívio
Amanhã vou embora
Elas têm meu amor
De novo deixei levar
Mas não a verei
Aproveito a chance
De ver o que esteve
Apartado de mim

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Hora da despedida

Já te disse!

Já não te amo...
Talvez nunca tenha amado
Só sentido
Uma louca paixão

Não me lembre
Que te impedi de viver
Pois não tenho forças
Para negar, foi verdade

Perdi lembranças
Me desculpe
Não digo em voz
Digo mudo, só te escrevo

Sua voz
Nunca foi minha sina
Seu olhar
Nunca meu desejo

Perco o costume
De te ver aqui
Ao lado
Perco os teus beijos

Suma daqui!

Viva feliz!

Esqueça de mim!

Não...
Não me deixe acreditar
Que o erro foi seu
Que você que não soube me amar

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O que nos restaria

No meio do caminho
Nem no passado
Nem no futuro
Me sinto

Saudades que eu sinto
Do que já foi
Falta daquilo
Que ainda será

Sinto saudades tuas
Saudades de você
Sentindo saudade
De mim

Sinto saudade
De vez em quando
De ter saudade

sábado, 11 de julho de 2009

Quem sabe?

Poderia ir pra longe
Quem sabe
Ir pra londres, viajar
Ver o frio
Ver os outros, quem sabe

Quem sabe ser também
Um ser de grandes forças
Grandes braços pra alcançar
Uma nova lembrança
Onde estão outros sonhos
Uns de medo, uns de desejo
Quem sabe?

Tomo um cálice
Dessa bebida servida
Com classe
Com ternura
Feita pra mim
Escura
Beber de tudo
Como o fim do mundo
Que engole
Oceanos, terras e ares

Quem sabe viver de uma vez só?

Como quem não tem o que perder
De uma vez absoluta, absurda
Sem razão, motivo ou propósito
Feito um furacão
Que devora o mundo
Parecendo o fim de tudo

Quem sabe criar, mudar, volver e ficar?

Mostro as cartas dos outros
Mostro a mentira lavada
Escorrida
Mostro o que há atrás e ainda
Não mostro o que quero

Quem sabe um dia saber um pouco?

Tendo as pupilas entornando paixão
Vendo e revendo meus melhores dias
Acabando com todas as ilusões que fiz
E sobrevivendo

Quem sabe morrer feliz?

Partir daqui, ser um monstro
Um Balão, uma abelha, um papagaio
Um torresmo de esquina
Um átomo só

E eu sei?

Do entardecer...

Do entardecer...

Ao amanhecer

Ao amanhecer

Modos Gregorianos